Em dezembro de 1999, na casa de Odette – que já morava no Morumbi, perto das filhas Lena e Vera, Chris e sua esposa Fabiana anunciaram a chegada de seu filho e que haviam escolhido a tia Lena como madrinha. Choro e emoção em meio a sorrisos e abraços.
Dias depois, mais emoção na virada do ano 1999 para 2000 marcada pela reunião das famílias Rastelli e Miessva. Todos foram para a praia de Itamambuca, em Ubatuba. Na então casa nova da Vera e Enrico, na rua 13, ficaram Lena e seu marido, Odette e Paola, Anna – grávida de quase oito meses, e seu marido Lauro. Na casa da rua 9, ficaram hospedados os irmãos do Enrico, Gianpaolo e Marco, com suas famílias, Rosely e Luiz Carlos e sua família.
Três irmãos e três irmãs, maridos, esposas, filhos e filhas, sobrinhos e muito movimento. Todos vestidos com camisetas brancas com o ano 2000 em dourado, dadas por Enrico e Vera. Por volta de dez horas, há um acidente em um transformador na rua e...foi-se a luz
Improvisação para organizar a ceia na sacada da frente, brincadeiras de Gianpaolo e Enrico, muita confusão e alegria. Odette se recuperava bem do tumor, que limitou sua mobilidade, mas não a impedia de brincar e rir, orgulhosa da festa organizada pela Verinha.
O ano 2000 trouxe a partida de Peter, de forma precoce, aos 58 anos, deixando sua mulher Ana Maria e, além de Chris, os filho Betina, André e Júlia. Não ouviríamos mais suas risadas nem teríamos suas brincadeiras – ainda que às vezes um pouco impertinentes. A preocupação de Odette e filhas era que ele não tivesse tido tempo para compartilhar com o filho Chris a sua história com a Toy. Ao longo de sua vida, falar dela era muito difícil, senão impossível. Ao chegar no velório, Chris contou à sua tia Lena que semanas antes eles haviam tido uma conversa e Peter contou enfim a história de amor, dor e de realização – afinal, estava ali a concretização daquela união - um homem que em breve também seria pai e descobriria que o ato de amar um filho é interminável!


