domingo, 4 de julho de 2021

Chegadas e partidas chega ao fim. Será?

 

Os anos seguintes seguiram à risca o mote das famílias que compunham o núcleo Miessva. Annamaria e Lauro embarcam com a família para morar em Fortaleza com o casal Enrico e Vera que foi apoiar na chegada da mudança. Seria um tempo de desafios para o casal e as pequenas. Ali, Catarina foi para a escolinha e Marina aprendeu a andar. Anna e Lauro deixam um belo e inestimável presente para a tia Lena – um apartamento montado com eletrodomésticos e móveis e ainda negociação com o proprietário feita por Lauro, permitindo que Lena recomeçasse sua vida no Itaim Bibi, perto da Vila Nova Conceição onde nasceu.  Cerca de um ano e meio, eles retornam para morar em Jundiaí e fazer as viagens semanais para Sorocaba para curtir a gostosa casa e casal Rastelli.

E em 07 de março de 2011 chega a vez de Octavio e Alessandra se tornarem pais da pequena Maria Eduarda, logo chamada com carinho por Duda. A neta que se tornaria uma grande companheira dos avós Rosely e Luiz Carlos.  


                  Chegada de Duda   


E a família Acerbi cresce mais uma vez, com a chegada da bela e esperta Cleo, em 18 de julho de 2012, que logo mostrou a que veio – alto astral, falante e que uniu ainda mais a família formada pelos jovens pais Beatriz e Mateus. Nesses anos da nova década, Rose e Luiz Carlos também passam a se dedicar mais à construção da casa no Condomínio do Km 29 – próximo à Embrapa São Carlos onde Rose trabalhou por 15 anos.  

Bia e Cleo, dupla inseparável  



Em 2013, entra na família personagem que se torna presença indispensável na vida de todos  – o golden retriever Spock, cachorro fiel à dona Vera e mimado por toda a família. 

 

Chris, Spock e Marina

Enquanto as chegadas ocorriam com alegria, tinha início um dos períodos mais difíceis para Vera, filhas e Lena – a doença do Enrico que se agrava e faz com que ele vá definhando durante quatro longos anos. Não foram poucas as despedidas entre Vera e Enrico com choros e abraços – presenciadas de soslaio por quem ali passava os finais de semana, fosse para ajudar, fosse para dar um pouco de alegria para Vera que não se afastasse um minuto dali. Amigos a ajudaram financeiramente em um tempo difícil. Outros parentes – Rastelli, Miessva, Acerbi, Meyer Pflug - faziam as visitas a Sorocaba sua rotina. Nos finais de semana, Lena chegava para ajudar e conviver com as meninas e Anna. Então, foi necessário tomas a decisão de chamar a Paola para vir urgente para o Brasil. Ela chegou em 22 de maio de 2014 e ficou deitada no colo do Bino – como carinhosamente as filhas o chamavam – o dia todo. De noite, Enrico partiu e como Vera disse: "Ele esperou ela para ir embora para sempre!

Faltam palavras para expressar a importância que ele teve nas vidas de todos. Enrico foi mais que um cunhado para Lena e Rosely ou genro para Odette.  Ele foi pai, amigo, filho, irmão – papeis desempenhados naturalmente em toda a sua vida com os Miessva. Um grande companheiro para a Veruska e pai da Sussuca (como chamava Annamaria) e Paoletta (a ruivinha Paola).

Os meses seguintes foram de muito trabalho para Vera e filhas. Felizmente, por essas coincidências do universo, a casa de Sorocaba é vendida e Vera muda-se para um apartamento em Jundiaí para morar perto de Anna e família.

E como todo movimento na vida é de ir e vir, em 9 de maio de 2015 nasce Antônio, filho de Christian e Vanessa. Os olhos azuis lembram os da avó Toy e a paixão por ferramentas recordam as invenções de Enrico.


Chris e meninos


Quase um ano depois, em 6 de abril de 2016, é celebrada a chegada de Sophia, a caçula da família, filha de Felipe e Luciana, e que traz ainda mais alegria para os avós Luiz Carlos e Rosely. Um jeitinho de boneca, mas que cresce com ares de sapeca...


Sophia sempre agarrada ao pai Felipe

Com o propósito de uma vida nova, Fabiana muda-se com João Pedro e Luiz Felipe para os Estados Unidos. Despedida difícil, mas esperando sempre as férias de finais de ano para curtir os meninos. Com isso, Christian acrescentaria a parada em Orlando em suas viagens a trabalho para os Estados Unidos.

E em 2018, Anna e Lauro decidem fazer o caminho inverso de seus ancestrais e migram para a Europa, indo morar em Portugal no final do ano. Não foi uma despedida fácil. Afinal, foram anos em que as ‘três pequenas’ conviveram muito com a nonna durante a semana e se uniam à ‘tia Lena’ que chegava nos finais de semana para passeios em shoppings e tardes de jogos de tabuleiro. Luisa, que já estava na faculdade de Letras na USP, decide ficar e morar com Vera em Jundiaí,  passando alguns dias da semana com Lena, na Vila Leopoldina, em São Paulo.

E esse bairro com jeito de cidade pequena recebeu uma nova moradora em 2020. Com o apoio de Anna, que tinha vindo trabalhar por dois meses no Brasil, Vera fez sua volta para São Paulo, desapegando-se de muitos móveis e objetos que fizeram parte de sua história.

Vera e Lena se tornam ‘quase’ vizinhas e em almoços ou cafés, com a companhia de Luisa, resgatam as memórias nesses dias difíceis para todos. As saudades dos que moram longe são diminuídas pelas reuniões virtuais. Tempos de pandemia enfrentados com fé, esperança e determinação em olhar o futuro com otimismo.

A saga da família Miessva segue com histórias saborosas e mantem o espírito alegre de Odette e a prudência de Ignácio. Afinal, foi a união deles e a bagagem de seus ancestrais – como João e Sebastiana Aguirre Camargo e Josef e Catarina Mierzwa – que geraram as fortalezas dos Miessvas e que estarão sempre presentes em seus descendentes com sobrenomes Meyer Pflug, Rastelli, Acerbi, Lapa, Rosenwinckel, Daurício e Joaquim.


Trio Rosenwinckel Miessva - Octavio, Alessandra e Duda 

    

Quarteto Miessva Dauricio - Mateus, Bia, Theo e Cleo



Quarteto Meyer Pflug -  Chris, João Pedro, Luiz Felipe e Antonio 


Os Rastelli Lapa - Lauro, Anna e meninas



Dupla Rastelli, Paola e Anna, no Porto (esq.)

Felipe e sua Sophia


Trio Acerbi - Olívia, Luiz Carlos e Rosely

Chris e Grace visitando Lena e Vera



Ignacio e Odette, alicerces firmes da família Miessva


E assim, novas memórias surgirão para serem contadas... mas isso é outra história!